Introdução

Conceito
Festival Casaberta

O Casaberta surgiu no ano de 2022 com a proposta de democratizar o acesso à cena independente e consolidada de nosso país.

A primeira edição contava com 2.500 pessoas, a segunda edição bateu em um fim de semana mais de 5.000 pessoas circulantes de todas as faixas etárias e classes sociais no qual teve oportunidade de aproveitar e ter o direito do consumo a arte.

O Paradigma Atual

O Festival Casaberta nasceu da observação atenta e profunda do mercado artístico, desde a produção de eventos musicais até a forma como a sociedade se relaciona com a cultura e consome entretenimento hoje.

“Em meio a esse cenário, é comum ouvirmos frases feitas como ‘não se faz mais música como antigamente’ ou outras teses simplistas que, repetidas à exaustão, acabam soando como verdades. Mas será mesmo esse o problema?”

A relação do público com os artistas, shows e eventos é anterior à era dos serviços de streaming e das redes sociais. No entanto, a chegada dessas plataformas transformou drasticamente a forma como percebemos o mundo, criou novos hábitos e impôs desafios inéditos ao setor.

Em um cenário com oferta massiva e quase infinita de entretenimento digital, o mercado de eventos presenciais se vê frente à necessidade de se reinventar constantemente para manter sua relevância, conexão humana e prosperidade econômica.

A Economia Real

O Abismo Financeiro

Outro fator crítico é o contexto econômico. Dados revelam que o poder de compra da população diminuiu significativamente, tornando a arte um luxo inatingível para muitos.

Anos de salário para comprar uma casa

1980
3 ANOS
2025
QUASE 12 ANOS

A Conta Não Fecha

Fazendo um paralelo com o setor de eventos, só em 2024 houve um aumento de quase 15% no valor dos ingressos para festivais de música enquanto o cenário geral aponta para a diminuição drástica do poder de compra.

No primeiro trimestre de 2025, observou-se um aumento de 17% na venda de ingressos para shows de grandes artistas internacionais. No entanto, ironicamente, a arrecadação total de consumo interno (bar, merch) caiu quase 7%.

Evidenciando margens cada vez mais apertadas: o público comparece ao show, mas evita consumir lá dentro para tentar conter os gastos absurdos.

Portal de Notícias

Grandes festivais no Brasil registram queda de público pelo 2º ano consecutivo. Retração ultrapassa a marca de 20%.

Economia em Foco

Dilema dos organizadores: Custos de produção crescentes e receitas de bar em queda forçam cortes massivos na infraestrutura.

Indústria Musical

O apagão da base: Sem apoio, palcos independentes fecham as portas e nova geração de artistas não encontra espaços para se desenvolver e construir público.

A Voz do Público

As redes sociais estão repletas de relatos e críticas de frequentadores e artistas. Muitos fãs se sentem afastados de seus ídolos porque não conseguem mais arcar com os custos. Ao mesmo tempo, a cena local clama por sobrevivência. A arte corre o risco de se tornar um privilégio de poucos, e não um direito de todos.

@
Usuário Indignado
@fa_de_musica

Os preços estão simplesmente proibitivos. Estruturas básicas comprometidas, eventos no limite da capacidade, superlotação e a água vendida por valores absurdos de R$15. Insuportável. 💸🎪

@
Produtor Local
@apoie_o_independente

A renovação artística tá sofrendo. Novos talentos enfrentam dificuldades extremas pra achar espaço na cidade, o que gera um vácuo no mercado e compromete carreiras inteiras. Sem palco pequeno, não existe headliner amanhã. 🎸📉

@
Fã Clube Oficial
@coletivomusical

Trabalho o mês inteiro pra conseguir comprar MEIO ingresso. Onde foi parar a democratização da cultura? Arte não pode ser só pra quem tem cartão black. Precisamos de soluções públicas ou novos modelos urgentes. 🗣️🛑

A Nossa Resposta

"Esse cenário de ruptura
já se desenhava há anos."

Para nós, do Festival Casaberta, é justamente por isso que, desde 2016, nos dedicamos ao estudo sistemático e profundo desse movimento de elitização e desconexão.

Ao longo dessa jornada de anos, buscamos compreender as dores reais do mercado, as necessidades do público e propor soluções tangíveis. Realizamos extensas pesquisas de comportamento social, mapeamos e frequentamos festivais gigantes no Brasil e no exterior e dialogamos diretamente com gestores públicos de cidades tradicionalmente reconhecidas por sua vocação cultural.

Em 2023, esse longo trabalho culminou na realização de um evento que não apenas foi um sucesso absoluto de público e crítica, como também validou, na prática e nos números, a metodologia inovadora que desenvolvemos.

A Metodologia
Casaberta

1. Verdadeiramente
Democrático

A entrada gratuita (ou subsidiada) era primordial. A experiência de festivais com amplo acesso livre demonstrou um potencial incrível de engajamento social, formação de plateia, consolidação de cenas artísticas locais e construção de ambientes férteis para o surgimento orgânico de novos talentos que não teriam chance em palcos estritamente comerciais.

2. Força Motriz
Econômica

Tratar o festival não apenas como festa, mas como motor vital da economia criativa da cidade. A movimentação financeira gerada pelo evento cria empregos diretos e indiretos, fomenta intensamente o comércio e gastronomia local, estimula o turismo regional e abre oportunidades reais e mensuráveis de faturamento para microempreendedores e artistas independentes.

3. Impacto Social
Direto

Atuar como um agente ativo de transformação e cidadania. Campanhas estruturadas de arrecadação de toneladas de alimentos, roupas e itens essenciais oferecem apoio a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, despertando e canalizando a consciência cívica do público jovem e provando que diversão e responsabilidade social podem e devem andar juntas.

4. Ecossustentabilidade
Aplicada

Práticas ambientais não como enfeite, mas no centro da atuação da produção. Medidas firmes para reduzir agressivamente a geração de resíduos plásticos, gestão inteligente de água e carbono, mostrando ao mercado que é perfeitamente possível promover alto desenvolvimento econômico e cultural garantindo respeito total às futuras gerações.

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